2042
Vou gostar de você em 2042
Aceitar seu péssimo humor
E mesmo assim vou perder a noção da hora
E vou contar os segundos para o seu olhar
Vou lhe entender ainda mais em 2042
Ficarei triste com suas palavras duras
E no mesmo momento vou sonhar com seu riso
Brincando com as crianças no mar
Vou te surpreender em 2042
Quando você ficar irada com o nada
A noite lhe beijarei como nunca
E vamos juntos sonhar
E no fim, em 2011 ou 42
Aos 33 ou 64
Vamos viver uma vida
Não é nada difícil te amar.
"Fabricio, faça um blog" ou "Tá na hora do Fabricio fazer um blog" Ouvi várias frases como essa, e resolvi fazer. Misturar os três elementos acima, é muito possivel. Vou tentar, vocês me ajudam?
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domingo, 28 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Primeira Dama da Morte
Cada pedra em seu colar foi uma vida
As peles, anéis e pulseiras são de sangue
Péssimo gosto travestido na burrice
Cifras feitas de almas
Jantares de amputações
Os talheres de ouro são cruzes
Seu perfume cheira vela
Champagne de lágrimas
Felicidade assassina
Sociopata do péssimo conselho
Malandra de antigas histórias
Musa velha da tristeza
Larapia de sonhos e esperanças
Tenha uma péssima noite
Coroada pelas trevas
Primeira Dama da Morte
As peles, anéis e pulseiras são de sangue
Péssimo gosto travestido na burrice
Cifras feitas de almas
Jantares de amputações
Os talheres de ouro são cruzes
Seu perfume cheira vela
Champagne de lágrimas
Felicidade assassina
Sociopata do péssimo conselho
Malandra de antigas histórias
Musa velha da tristeza
Larapia de sonhos e esperanças
Tenha uma péssima noite
Coroada pelas trevas
Primeira Dama da Morte
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Taubateanidades
O coração bate em azul e branco, a sirene da CTI sempre me emociona, o gosto da romã do quintal ainda está no paladar, a parada do trem incomoda, mas gostaria que tivesse bem mais.
Os ponteiros da mente estão nos que os "estrangeiros" chamam de Prédio do Relógio, a manga vem do sítio de Lobato, trapalhadas e extraterrestres no Palas, onde antes passei pelas Palmeiras.
Nossa Senhora nos de Graças, nas barbas de São Francisco. Abençoada Santa Terezinha, dos lanches da madrugada e das andanças da tarde.
Velha modernidade da Independência, aconchego italiano do distrito, pastel de queijo no mercado, carnaval no clube, saudades de todos os amigos.
E mesmo com tanta sacanagem no Palácio que já foi do bom conselho, ainda acredito na sua gente e tudo pode mudar.
Mesmo morando quase do lado, o sorriso dela nos intervalos ainda me faz sonhar.
Estoura o rojão Maciel, "sorta" o Burro e vamos pra cima!
Os ponteiros da mente estão nos que os "estrangeiros" chamam de Prédio do Relógio, a manga vem do sítio de Lobato, trapalhadas e extraterrestres no Palas, onde antes passei pelas Palmeiras.
Nossa Senhora nos de Graças, nas barbas de São Francisco. Abençoada Santa Terezinha, dos lanches da madrugada e das andanças da tarde.
Velha modernidade da Independência, aconchego italiano do distrito, pastel de queijo no mercado, carnaval no clube, saudades de todos os amigos.
E mesmo com tanta sacanagem no Palácio que já foi do bom conselho, ainda acredito na sua gente e tudo pode mudar.
Mesmo morando quase do lado, o sorriso dela nos intervalos ainda me faz sonhar.
Estoura o rojão Maciel, "sorta" o Burro e vamos pra cima!
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Apenas uma voz que se calará, pelo menos agora.
Como tantas já se calaram, como tantos que já deixaram seus afazeres, que já abandonaram esposas, filhos, pai, mãe e irmãos por um sonho, por um clube, que a cada dia que passa torna-se mais difícil de acreditar que ainda terei ou teremos motivos para sorrir de verdade.
Ninguém tem a fórmula de se medir um amor, aprendi ao longo do tempo, que amor não se mede, sente-se. Seja através de um relacionamento amoroso, ou em um projeto profissional, ou mesmo na criação de um filho. Sempre achei estranho alguém dizer que sente mais ou menos por alguém ou por algo. Não conheço absolutamente ninguém que tenha a exata percepção do coração alheio. Chega-se perto, sente-se junto, mas nunca com a mesma intensidade.
Seria uma muleta para este texto, e de certa forma, até mesmo uma soberba enumerar as situações, os momentos e as alegrias e tristezas que vivi ao longo desses anos acompanhando o meu clube do coração. Seria até chato enumerar datas, escalações, vilões e bandidos. Não é esse o motivo, não é por isso que em uma fria madrugada de quase junho, escrevo essas linhas. O coração magoado é que me deixa acordado, a lucidez consciente é que aparece para cobrar com juros e correções, cada lágrima derrubada, cada manhã e tarde de sol, cada suor, cada dia das mães e pais perdidos em arquibancadas e estradas.
O que o meu clube do coração viveu nesta década, o que cada um sofreu e viveu momentos de apreensão com as terceirizações, com as péssimas administrações, com o patrimônio do clube dilacerado em troca de um ginásio que não serve nem para rachão de “solteiros contra casados”, com rebaixamentos, parece não ter servido para nada. O meu clube do coração chegou ao último patamar do futebol paulista e por algumas vezes, acreditei que de lá não mais sairia.
Coube a atual e anterior diretoria, começar um trabalho de resgate em 2009, um trabalho que começou a render apenas pequenos brotos, mas que pode ser ceifado através de uma assinatura, uma “parceria”, e algum dinheiro. Um trabalho que fez novamente meus olhos brilharem, o coração se encher de esperança e até me fazer acordar em um domingo pela manhã para ver uma partida de futebol embaixo de um sol de verão e uma camisa preta (pois dava sorte). E confesso que sinto de coração que essa diretoria tenha caído no conto do “Bonaparte Paraguaio”, mesmo dizendo que ele será apenas um funcionário, enquanto seus laranjas abotoam o paletó e imaginam cifras.
Somos quem podemos ser. Se não havia condições de disputar determinado campeonato, se o foco era arrumar as arquibancadas do estádio, que não disputassem, não seria vergonha, afinal quem não disputa há seis anos, um a mais não faria diferença.
Meu time do coração sempre perdeu para si próprio, já escrevi e volto a escrever. A desunião sempre foi um grande problema. Desta vez, minha voz se calará, não estarei presente em nenhum dos jogos onde qualquer que seja a empresa ou padeiro (como bem escreveu o Casarin) esteja vestindo a camisa que tanto gosto. O sentimento continuará guardado aqui dentro, afinal meu clube do coração é o Esporte Clube Taubaté
Espero um dia voltar!
Ninguém tem a fórmula de se medir um amor, aprendi ao longo do tempo, que amor não se mede, sente-se. Seja através de um relacionamento amoroso, ou em um projeto profissional, ou mesmo na criação de um filho. Sempre achei estranho alguém dizer que sente mais ou menos por alguém ou por algo. Não conheço absolutamente ninguém que tenha a exata percepção do coração alheio. Chega-se perto, sente-se junto, mas nunca com a mesma intensidade.
Seria uma muleta para este texto, e de certa forma, até mesmo uma soberba enumerar as situações, os momentos e as alegrias e tristezas que vivi ao longo desses anos acompanhando o meu clube do coração. Seria até chato enumerar datas, escalações, vilões e bandidos. Não é esse o motivo, não é por isso que em uma fria madrugada de quase junho, escrevo essas linhas. O coração magoado é que me deixa acordado, a lucidez consciente é que aparece para cobrar com juros e correções, cada lágrima derrubada, cada manhã e tarde de sol, cada suor, cada dia das mães e pais perdidos em arquibancadas e estradas.
O que o meu clube do coração viveu nesta década, o que cada um sofreu e viveu momentos de apreensão com as terceirizações, com as péssimas administrações, com o patrimônio do clube dilacerado em troca de um ginásio que não serve nem para rachão de “solteiros contra casados”, com rebaixamentos, parece não ter servido para nada. O meu clube do coração chegou ao último patamar do futebol paulista e por algumas vezes, acreditei que de lá não mais sairia.
Coube a atual e anterior diretoria, começar um trabalho de resgate em 2009, um trabalho que começou a render apenas pequenos brotos, mas que pode ser ceifado através de uma assinatura, uma “parceria”, e algum dinheiro. Um trabalho que fez novamente meus olhos brilharem, o coração se encher de esperança e até me fazer acordar em um domingo pela manhã para ver uma partida de futebol embaixo de um sol de verão e uma camisa preta (pois dava sorte). E confesso que sinto de coração que essa diretoria tenha caído no conto do “Bonaparte Paraguaio”, mesmo dizendo que ele será apenas um funcionário, enquanto seus laranjas abotoam o paletó e imaginam cifras.
Somos quem podemos ser. Se não havia condições de disputar determinado campeonato, se o foco era arrumar as arquibancadas do estádio, que não disputassem, não seria vergonha, afinal quem não disputa há seis anos, um a mais não faria diferença.
Meu time do coração sempre perdeu para si próprio, já escrevi e volto a escrever. A desunião sempre foi um grande problema. Desta vez, minha voz se calará, não estarei presente em nenhum dos jogos onde qualquer que seja a empresa ou padeiro (como bem escreveu o Casarin) esteja vestindo a camisa que tanto gosto. O sentimento continuará guardado aqui dentro, afinal meu clube do coração é o Esporte Clube Taubaté
Espero um dia voltar!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Bendito!
Bendito o amor de seus fiéis
Bendito cada gol marcado em cem anos
E não nos esqueçamos das derrotas
Pois delas crescemos para vitórias.
Bendito o grito do povo
Bendita também ás lágrimas derramadas
E lembraremos que em cada tarde de sol
Sempre estaremos juntos.
Bendito o sofrimento daqueles anos terríveis
Bendita libertação de 1977
E vibraremos em cada momento
Em todas as noites, com ou sem estrelas.
Nossos agradecimentos por esse sentimento
Nossos agradecimentos por apenas ser
Corinthians!
Bendito cada gol marcado em cem anos
E não nos esqueçamos das derrotas
Pois delas crescemos para vitórias.
Bendito o grito do povo
Bendita também ás lágrimas derramadas
E lembraremos que em cada tarde de sol
Sempre estaremos juntos.
Bendito o sofrimento daqueles anos terríveis
Bendita libertação de 1977
E vibraremos em cada momento
Em todas as noites, com ou sem estrelas.
Nossos agradecimentos por esse sentimento
Nossos agradecimentos por apenas ser
Corinthians!
terça-feira, 22 de março de 2011
Lindos cabelos dourados
Conheci uma garotinha
Que já conhecia de outros tempos
O mesmo sorriso, a mesma voz calma
Lindos cabelos dourados
Olhos claros como o céu
Charmosa timidez de sempre
Vontade de te conhecer mais
Mergulhar nos seus espaços
Entender sua ausência
Perceber sua felicidade
Sentir seus abraços
Conhecer seu gosto
Ver seus sonhos
Crescer ao seu lado
Que já conhecia de outros tempos
O mesmo sorriso, a mesma voz calma
Lindos cabelos dourados
Olhos claros como o céu
Charmosa timidez de sempre
Vontade de te conhecer mais
Mergulhar nos seus espaços
Entender sua ausência
Perceber sua felicidade
Sentir seus abraços
Conhecer seu gosto
Ver seus sonhos
Crescer ao seu lado
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Tardes de Carnaval
Cheiro de asfalto molhado. O sol bate forte e castiga o meio da tarde, as pessoas estão sorrindo e brincando uma marchinha quase infantil. Na beira da calçada um bêbado feliz cantarola uma canção qualquer, e crianças iniciam uma guerra de confetes e serpentinas em meio a uma pequena e feliz multidão. Não existem conflitos e regras claras para diversão, a festa é de fato democrática e o bloco segue feliz pelo asfalto que aos poucos vai secando, esperando outra chuva daquelas.
Tênis da moda, chinelos e pés descalços, brancos, amarelos, vermelhos, azuis, negros, verdes, carecas, chapéus, foliões. Todos são absolutamente iguais e compõe uma vista simples e alegre, de pessoas, de espíritos que radiam a tal felicidade que todos estão sempre procurando, mas quando acham acabam não a percebendo, por isso são felizes. Assim vai ganhando corpo, ganhando vida um bloco que arrasta gente, sonhos e paixões. A animada banda parece não se cansar, as notas musicais, a percussão, a canção em si invade os corações e inspira beijos e abraços. Até mesmo aqueles mais comportados, nas sacadas de apartamentos ou janelas, dançam daquela forma tímida, mas feliz.
Mais uma vez, a chuva cai e abençoa com o frescor o calor daquelas almas irradiantes. E o cordão popular fica ainda maior, as vozes perdem um pouco o compasso, mas não diminuem a empolgação. A musa dança e sabe que apenas naquele dia, naquele momento, será a grande estrela dos sonhadores e a paixão dos platônicos de plantão. Ela sabe que na quarta-feira, voltará a andar de ônibus e contar os trocados para tentar se divertir. A mesma doce ilusão de cada um dos batuqueiros, e do cantor de voz grave, que venderá filmes falsificados em uma feira popular.
No fim da tarde, alguns irão recolher latinhas, outros limpar o que restou das serpentinas e confetes. Cada folião lembrará com sorriso no rosto dos momentos felizes, outros irão dormir embriagados ou cansados. Os casais irão fazer juras de amor, ou fingirão que não se conhecem, em busca de novas aventuras.
O samba, a marchinha, continuará tocando em outros cantos, em outras praças e salões. A alegria continuará por mais dias e quando chegar à quarta-feira de cinzas sobrará saudades, lágrimas nos olhos, sonhando com tardes de carnaval.
Tênis da moda, chinelos e pés descalços, brancos, amarelos, vermelhos, azuis, negros, verdes, carecas, chapéus, foliões. Todos são absolutamente iguais e compõe uma vista simples e alegre, de pessoas, de espíritos que radiam a tal felicidade que todos estão sempre procurando, mas quando acham acabam não a percebendo, por isso são felizes. Assim vai ganhando corpo, ganhando vida um bloco que arrasta gente, sonhos e paixões. A animada banda parece não se cansar, as notas musicais, a percussão, a canção em si invade os corações e inspira beijos e abraços. Até mesmo aqueles mais comportados, nas sacadas de apartamentos ou janelas, dançam daquela forma tímida, mas feliz.
Mais uma vez, a chuva cai e abençoa com o frescor o calor daquelas almas irradiantes. E o cordão popular fica ainda maior, as vozes perdem um pouco o compasso, mas não diminuem a empolgação. A musa dança e sabe que apenas naquele dia, naquele momento, será a grande estrela dos sonhadores e a paixão dos platônicos de plantão. Ela sabe que na quarta-feira, voltará a andar de ônibus e contar os trocados para tentar se divertir. A mesma doce ilusão de cada um dos batuqueiros, e do cantor de voz grave, que venderá filmes falsificados em uma feira popular.
No fim da tarde, alguns irão recolher latinhas, outros limpar o que restou das serpentinas e confetes. Cada folião lembrará com sorriso no rosto dos momentos felizes, outros irão dormir embriagados ou cansados. Os casais irão fazer juras de amor, ou fingirão que não se conhecem, em busca de novas aventuras.
O samba, a marchinha, continuará tocando em outros cantos, em outras praças e salões. A alegria continuará por mais dias e quando chegar à quarta-feira de cinzas sobrará saudades, lágrimas nos olhos, sonhando com tardes de carnaval.
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