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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Amor Antigo

Um dia seco e sem graça
Memórias de um banco de carona
Palavras perdidas em sonhos velhos
Fumaças e danças de insônia

Telefonemas que não existiram
Escritas faladas com lágrimas
Pedinte, piegas e previsível
Irracional nas palavras

Quentes tardes cansadas
Madrugadas silenciosas
Imagens que confundem
Sempre a mesma aposta

E mais um ano se foi
Nada é diferente
Um roteiro conhecido

Um filme sem estrelas
O beijo na memória
Amor que já virou antigo

domingo, 28 de agosto de 2011

2042

2042

Vou gostar de você em 2042
Aceitar seu péssimo humor
E mesmo assim vou perder a noção da hora
E vou contar os segundos para o seu olhar

Vou lhe entender ainda mais em 2042
Ficarei triste com suas palavras duras
E no mesmo momento vou sonhar com seu riso
Brincando com as crianças no mar

Vou te surpreender em 2042
Quando você ficar irada com o nada
A noite lhe beijarei como nunca
E vamos juntos sonhar

E no fim, em 2011 ou 42
Aos 33 ou 64
Vamos viver uma vida
Não é nada difícil te amar.



domingo, 14 de agosto de 2011

Primeira Dama da Morte

Cada pedra em seu colar foi uma vida
As peles, anéis e pulseiras são de sangue
Péssimo gosto travestido na burrice
Cifras feitas de almas

Jantares de amputações
Os talheres de ouro são cruzes
Seu perfume cheira vela
Champagne de lágrimas

Felicidade assassina
Sociopata do péssimo conselho
Malandra de antigas histórias
Musa velha da tristeza

Larapia de sonhos e esperanças
Tenha uma péssima noite
Coroada pelas trevas
Primeira Dama da Morte

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Taubateanidades

O coração bate em azul e branco, a sirene da CTI sempre me emociona, o gosto da romã do quintal ainda está no paladar, a parada do trem incomoda, mas gostaria que tivesse bem mais.

Os ponteiros da mente estão nos que os "estrangeiros" chamam de Prédio do Relógio, a manga vem do sítio de Lobato, trapalhadas e extraterrestres no Palas, onde antes passei pelas Palmeiras.

Nossa Senhora nos de Graças, nas barbas de São Francisco. Abençoada Santa Terezinha, dos lanches da madrugada e das andanças da tarde.

Velha modernidade da Independência, aconchego italiano do distrito, pastel de queijo no mercado, carnaval no clube, saudades de todos os amigos.

E mesmo com tanta sacanagem no Palácio que já foi do bom conselho, ainda acredito na sua gente e tudo pode mudar.

Mesmo morando quase do lado, o sorriso dela nos intervalos ainda me faz sonhar.

Estoura o rojão Maciel, "sorta" o Burro e vamos pra cima!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Apenas uma voz que se calará, pelo menos agora.

Como tantas já se calaram, como tantos que já deixaram seus afazeres, que já abandonaram esposas, filhos, pai, mãe e irmãos por um sonho, por um clube, que a cada dia que passa torna-se mais difícil de acreditar que ainda terei ou teremos motivos para sorrir de verdade.

Ninguém tem a fórmula de se medir um amor, aprendi ao longo do tempo, que amor não se mede, sente-se. Seja através de um relacionamento amoroso, ou em um projeto profissional, ou mesmo na criação de um filho. Sempre achei estranho alguém dizer que sente mais ou menos por alguém ou por algo. Não conheço absolutamente ninguém que tenha a exata percepção do coração alheio. Chega-se perto, sente-se junto, mas nunca com a mesma intensidade.

Seria uma muleta para este texto, e de certa forma, até mesmo uma soberba enumerar as situações, os momentos e as alegrias e tristezas que vivi ao longo desses anos acompanhando o meu clube do coração. Seria até chato enumerar datas, escalações, vilões e bandidos. Não é esse o motivo, não é por isso que em uma fria madrugada de quase junho, escrevo essas linhas. O coração magoado é que me deixa acordado, a lucidez consciente é que aparece para cobrar com juros e correções, cada lágrima derrubada, cada manhã e tarde de sol, cada suor, cada dia das mães e pais perdidos em arquibancadas e estradas.

O que o meu clube do coração viveu nesta década, o que cada um sofreu e viveu momentos de apreensão com as terceirizações, com as péssimas administrações, com o patrimônio do clube dilacerado em troca de um ginásio que não serve nem para rachão de “solteiros contra casados”, com rebaixamentos, parece não ter servido para nada. O meu clube do coração chegou ao último patamar do futebol paulista e por algumas vezes, acreditei que de lá não mais sairia.

Coube a atual e anterior diretoria, começar um trabalho de resgate em 2009, um trabalho que começou a render apenas pequenos brotos, mas que pode ser ceifado através de uma assinatura, uma “parceria”, e algum dinheiro. Um trabalho que fez novamente meus olhos brilharem, o coração se encher de esperança e até me fazer acordar em um domingo pela manhã para ver uma partida de futebol embaixo de um sol de verão e uma camisa preta (pois dava sorte). E confesso que sinto de coração que essa diretoria tenha caído no conto do “Bonaparte Paraguaio”, mesmo dizendo que ele será apenas um funcionário, enquanto seus laranjas abotoam o paletó e imaginam cifras.

Somos quem podemos ser. Se não havia condições de disputar determinado campeonato, se o foco era arrumar as arquibancadas do estádio, que não disputassem, não seria vergonha, afinal quem não disputa há seis anos, um a mais não faria diferença.

Meu time do coração sempre perdeu para si próprio, já escrevi e volto a escrever. A desunião sempre foi um grande problema. Desta vez, minha voz se calará, não estarei presente em nenhum dos jogos onde qualquer que seja a empresa ou padeiro (como bem escreveu o Casarin) esteja vestindo a camisa que tanto gosto. O sentimento continuará guardado aqui dentro, afinal meu clube do coração é o Esporte Clube Taubaté

Espero um dia voltar!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bendito!

Bendito o amor de seus fiéis
Bendito cada gol marcado em cem anos
E não nos esqueçamos das derrotas
Pois delas crescemos para vitórias.

Bendito o grito do povo
Bendita também ás lágrimas derramadas
E lembraremos que em cada tarde de sol
Sempre estaremos juntos.

Bendito o sofrimento daqueles anos terríveis
Bendita libertação de 1977
E vibraremos em cada momento
Em todas as noites, com ou sem estrelas.

Nossos agradecimentos por esse sentimento
Nossos agradecimentos por apenas ser
Corinthians!

terça-feira, 22 de março de 2011

Lindos cabelos dourados

Conheci uma garotinha
Que já conhecia de outros tempos
O mesmo sorriso, a mesma voz calma
Lindos cabelos dourados

Olhos claros como o céu
Charmosa timidez de sempre
Vontade de te conhecer mais
Mergulhar nos seus espaços

Entender sua ausência
Perceber sua felicidade
Sentir seus abraços

Conhecer seu gosto
Ver seus sonhos
Crescer ao seu lado