Feche os olhos
Eles cantam apenas para você
Enquanto o coração apronta
A vida está sempre ao seu lado
Agora veja o dia
Pássaros de todas as cores voando
As lagrimas irão secar
Mesmo com o coração apertado
Ontem era frio e cinza
O tempo é sempre aliado
Manhãs estranhas e coloridas
Noites de contos inacabados
Estou vestindo a capa voadora
Vou escrevendo ao vento
Prepare um canto
E um dedo de prosa
Levo um ombro largo
Alguns discos dos Beatles
A alegria do encanto
Em um botão de rosa
Só não fique triste por muito tempo...
"Fabricio, faça um blog" ou "Tá na hora do Fabricio fazer um blog" Ouvi várias frases como essa, e resolvi fazer. Misturar os três elementos acima, é muito possivel. Vou tentar, vocês me ajudam?
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Retrato
Estou muito bem.
Escrevendo na madrugada, vendo filmes repetidos e tomando água gelada.
Ás vezes um jogo eletrônico, desta vez o calor me faz bem e mesmo longe será
Agora uma folha em branco, fotos e sorrisos, onde estarás?
Continuo me divertindo
Ouvindo músicas novas e velhas, lendo revistas de futebol e a seção de política
Pensei em estudar direito, mas vivo errado e durmo bem pouco
Sempre penso em correr ou andar, e a preguiça?
Ainda viajo bastante
Principalmente quando fecho os olhos, relembrando olhares perdidos
Logo estarei fugindo de outra boa ou péssima certeza
Não sei, sou de verdade um amigo?
Deixei de sonhar
A jabuticaba perdeu o encanto, ela fez de tudo para conseguir
É... Morangos pairam no ar
Vou me preparando, antes de partir
Escrevendo na madrugada, vendo filmes repetidos e tomando água gelada.
Ás vezes um jogo eletrônico, desta vez o calor me faz bem e mesmo longe será
Agora uma folha em branco, fotos e sorrisos, onde estarás?
Continuo me divertindo
Ouvindo músicas novas e velhas, lendo revistas de futebol e a seção de política
Pensei em estudar direito, mas vivo errado e durmo bem pouco
Sempre penso em correr ou andar, e a preguiça?
Ainda viajo bastante
Principalmente quando fecho os olhos, relembrando olhares perdidos
Logo estarei fugindo de outra boa ou péssima certeza
Não sei, sou de verdade um amigo?
Deixei de sonhar
A jabuticaba perdeu o encanto, ela fez de tudo para conseguir
É... Morangos pairam no ar
Vou me preparando, antes de partir
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
São Paulo
Tuas casas e prédios, vozes e suspiros
Danças e formas, lembranças e estilos
Metrópole cinza, mãe furiosa
Da chuva, do sol, das estrelas
A Casa de Deus e o porão do diabo
A passagem de todas as visões
Um sorriso errado e charmoso
Vozes, fé, verdadeira e falsas emoções
Vive a boemia nas vilas
O batente das industrias
Doces jardins de favelas
Miséria e luxuria
Os italianos que por aqui vivem
São tão japoneses quanto os lusitanos
Nossos hispânicos, árabes, latinos, libaneses, nordestinos
São judeus, sírios, polacos, africanos, todos paulistas, paulistano.
Linda cidade do vento, tão feia quanto o ódio das esquinas
Feita para todos os sonhos, em todos os tempos
São Paulo!
Danças e formas, lembranças e estilos
Metrópole cinza, mãe furiosa
Da chuva, do sol, das estrelas
A Casa de Deus e o porão do diabo
A passagem de todas as visões
Um sorriso errado e charmoso
Vozes, fé, verdadeira e falsas emoções
Vive a boemia nas vilas
O batente das industrias
Doces jardins de favelas
Miséria e luxuria
Os italianos que por aqui vivem
São tão japoneses quanto os lusitanos
Nossos hispânicos, árabes, latinos, libaneses, nordestinos
São judeus, sírios, polacos, africanos, todos paulistas, paulistano.
Linda cidade do vento, tão feia quanto o ódio das esquinas
Feita para todos os sonhos, em todos os tempos
São Paulo!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Eu te amo, sempre
Ausência que chega a doer a alma
Indiferença regando a tristeza
Mudanças incompreensíveis
Perdido, caminhando, velha certeza.
Voando por ares mágicos
Exímio dom do errado
Cores, gosto, pele e saliva
Coca Cola com café amargo
Não fique por muito tempo longe
Ainda vou te buscar
Na memória dias felizes
Quero sempre acreditar
A cada amanhecer
Quando deitar, lembrarei de seu rosto.
Sonharei com seu riso
Um dia após o outro
Eu te amo, sempre.
Indiferença regando a tristeza
Mudanças incompreensíveis
Perdido, caminhando, velha certeza.
Voando por ares mágicos
Exímio dom do errado
Cores, gosto, pele e saliva
Coca Cola com café amargo
Não fique por muito tempo longe
Ainda vou te buscar
Na memória dias felizes
Quero sempre acreditar
A cada amanhecer
Quando deitar, lembrarei de seu rosto.
Sonharei com seu riso
Um dia após o outro
Eu te amo, sempre.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Homem Sem Lágrimas
Barraco comprado a prestação
Frieiras nos dedos dos pés
O Funk toca no lotação
Na padaria lotada um café
O sol já queima a vista
De olhos pra sempre fechados
Vendendo bilhetes e revistas
De sonhos nunca realizados
Almoço sem jantar
Um cigarro de palha na raça
Águia, borboleta, deu cobra no milhar
Sozinho, um velho sem graça
Tudo igual a ontem
Vidas passadas
Igual a sempre
Homem sem lágrimas
Frieiras nos dedos dos pés
O Funk toca no lotação
Na padaria lotada um café
O sol já queima a vista
De olhos pra sempre fechados
Vendendo bilhetes e revistas
De sonhos nunca realizados
Almoço sem jantar
Um cigarro de palha na raça
Águia, borboleta, deu cobra no milhar
Sozinho, um velho sem graça
Tudo igual a ontem
Vidas passadas
Igual a sempre
Homem sem lágrimas
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Uma Declaração de Amor
Olhe fundo nos olhos cor de jabuticaba
De alma aberta aos céus
Conte seus sonhos, ouça os dela,
Emocione-se, e principalmente acredite
Diga palavras de verdade, sem curvas
Sonoras, poéticas, mas reais
Sem álcool, elucidações sóbrias
Poucas discordâncias, boas, velhas e naturais
Se uma lágrima insistir em cair
Não de na vista, tudo vai passar
Se o samba atravessar na avenida
O carnaval sempre vai virar
De canceriano para escorpiana
Parceria eterna de vidas
Dos beijos molhados, do frio e calor
O corpo mais lindo do mundo
Aproveito desses versos, e faço
Uma declaração de amor
De alma aberta aos céus
Conte seus sonhos, ouça os dela,
Emocione-se, e principalmente acredite
Diga palavras de verdade, sem curvas
Sonoras, poéticas, mas reais
Sem álcool, elucidações sóbrias
Poucas discordâncias, boas, velhas e naturais
Se uma lágrima insistir em cair
Não de na vista, tudo vai passar
Se o samba atravessar na avenida
O carnaval sempre vai virar
De canceriano para escorpiana
Parceria eterna de vidas
Dos beijos molhados, do frio e calor
O corpo mais lindo do mundo
Aproveito desses versos, e faço
Uma declaração de amor
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Eternos rivais, carroças do futebol
A rivalidade é antiga, têm muitas histórias, jogos memoráveis e outros nem tanto, tem gols, decisões, passagens engraçadas e acima de tudo muito equilíbrio. Foram dois jogos em 2011, uma vitória para cada lado, dois gols para cada um e 21 vitórias para cada lado, diante de 22 empates no confronto geral, definitivamente ninguém é freguês de ninguém, pelo menos até um deles vencer o próximo jogo, ai entra a parte divertida, onde um tripudia sobre o outro, por uma vantagem muito simples.
As duas equipes têm torcidas bem parecidas, que comparecem aos jogos, apaixonadas, exigentes, e que muitas vezes diante de tantas decepções parecem desacreditar, mas basta vencer alguns jogos, é lá estão novamente, sofrendo, torcendo e nos últimos anos, apenas sofrendo. Diferente apenas na nomenclatura, disputam divisões inferiores de onde seus apaixonados torcedores queriam, há anos flertam com o doce gosto do acesso e acordam na desesperança do quase. Sempre uma enorme frustração, sempre com lágrimas, suor e sangue de poucos abnegados, há anos histórias parecidas.
Se nos anos 50 e 60 o torcedor do Taubaté vibrou com grandes esquadrões, com títulos, e um time que parava os grandes da capital e o Santos de Pelé, se emocionou nos anos 70 com a conquista do “Integração do Vale”, com a força do “Clube Forte” que ergueu em estádio particular e uma bela sede social no bairro mais nobre da cidade e finalmente extasiou-se com o título de 1979 em cima justamente do maior rival, depois disso poucas alegrias e muitas desilusões.
E o torcedor do São José, teve o orgulho de chegar a elite do futebol nacional ainda nos anos 80, voltar nos anos 90, excursionar pela Europa e chegar a uma decisão de Paulistão, em um Morumbi lotado e quase ganhar o título. Teve a ainda o prazer de voltar no fim dos anos 90 á principal divisão do futebol paulista, mas pouco pode agüentar, neste século, assim como o grande rival , não sabe o que é jogar na primeira divisão, a decepção é enorme e freqüente nos corações joseenses.
Como já escrevi, a rivalidade é antiga, é pulsante e nenhum deles quer ficar abaixo. Escrever um texto como esse, morando em uma cidade, sendo praticamente de outra, pode me dar conhecimento de causa e ao mesmo tempo o risco de ser mal compreendido por ambos, mas a verdade está escancarada na cara de todos; são clubs bem parecidos, que vivem um momento ruim e pedem socorro.
Ary Kara, presidente do Taubaté, já disse que vai deixar o clube. No fim do ano passado, a sede social quase foi penhorada, as dívidas são altas e como o próprio ex-deputado afirmou que ninguém na cidade quer ajudar e muito menos o conselho (que marcou reunião para esta sexta-feira).
Em São José, a história e a mesma, em recente entrevista ao programa “Vale Esportivo” da Super Rádio Piratininga, o presidente da Águia do Vale, Robertinho da Padaria disse a mesma coisa, todos querem que o São José suba, todos dão tapinhas nas costas, mas que ninguém quer ajudar. “Da vontade de largar, somos uma cidade rica, porém pobre, muito pobre no futebol”, desabafou.
Nas margens da rodovia mais importante do país, no pólo tecnológico do Brasil, na região onde se fabrica carros e aviões, o futebol anda de carroça.
De quem será a culpa? Será que existem culpas, culpados, existe futuro? Espero que sim. Afinal, são clubes muito iguais nesses dias cinzas, mas que conquistam corações diferentes e proporcionam duelos eternos.
Fabricio Junqueira
As duas equipes têm torcidas bem parecidas, que comparecem aos jogos, apaixonadas, exigentes, e que muitas vezes diante de tantas decepções parecem desacreditar, mas basta vencer alguns jogos, é lá estão novamente, sofrendo, torcendo e nos últimos anos, apenas sofrendo. Diferente apenas na nomenclatura, disputam divisões inferiores de onde seus apaixonados torcedores queriam, há anos flertam com o doce gosto do acesso e acordam na desesperança do quase. Sempre uma enorme frustração, sempre com lágrimas, suor e sangue de poucos abnegados, há anos histórias parecidas.
Se nos anos 50 e 60 o torcedor do Taubaté vibrou com grandes esquadrões, com títulos, e um time que parava os grandes da capital e o Santos de Pelé, se emocionou nos anos 70 com a conquista do “Integração do Vale”, com a força do “Clube Forte” que ergueu em estádio particular e uma bela sede social no bairro mais nobre da cidade e finalmente extasiou-se com o título de 1979 em cima justamente do maior rival, depois disso poucas alegrias e muitas desilusões.
E o torcedor do São José, teve o orgulho de chegar a elite do futebol nacional ainda nos anos 80, voltar nos anos 90, excursionar pela Europa e chegar a uma decisão de Paulistão, em um Morumbi lotado e quase ganhar o título. Teve a ainda o prazer de voltar no fim dos anos 90 á principal divisão do futebol paulista, mas pouco pode agüentar, neste século, assim como o grande rival , não sabe o que é jogar na primeira divisão, a decepção é enorme e freqüente nos corações joseenses.
Como já escrevi, a rivalidade é antiga, é pulsante e nenhum deles quer ficar abaixo. Escrever um texto como esse, morando em uma cidade, sendo praticamente de outra, pode me dar conhecimento de causa e ao mesmo tempo o risco de ser mal compreendido por ambos, mas a verdade está escancarada na cara de todos; são clubs bem parecidos, que vivem um momento ruim e pedem socorro.
Ary Kara, presidente do Taubaté, já disse que vai deixar o clube. No fim do ano passado, a sede social quase foi penhorada, as dívidas são altas e como o próprio ex-deputado afirmou que ninguém na cidade quer ajudar e muito menos o conselho (que marcou reunião para esta sexta-feira).
Em São José, a história e a mesma, em recente entrevista ao programa “Vale Esportivo” da Super Rádio Piratininga, o presidente da Águia do Vale, Robertinho da Padaria disse a mesma coisa, todos querem que o São José suba, todos dão tapinhas nas costas, mas que ninguém quer ajudar. “Da vontade de largar, somos uma cidade rica, porém pobre, muito pobre no futebol”, desabafou.
Nas margens da rodovia mais importante do país, no pólo tecnológico do Brasil, na região onde se fabrica carros e aviões, o futebol anda de carroça.
De quem será a culpa? Será que existem culpas, culpados, existe futuro? Espero que sim. Afinal, são clubes muito iguais nesses dias cinzas, mas que conquistam corações diferentes e proporcionam duelos eternos.
Fabricio Junqueira
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